Projetos em andamento

Projeto: Casa de Farinha

A comunidade Fortaleza continua firme em sua batalha para aliar autossustentabilidade à preservação a restauração do bioma em que está inserida, a Amazônia. Em tempos de pandemia, com a colônia reclusa e inacessível para não-residentes, nos voltamos com vigor para nossas atividades ligadas à produção de alimentos, entre as quais a ‘Casa de Farinha’ é, no presente momento, a principal. Através do processamento da mandioca cultivada na comunidade Fortaleza de maneira orgânica, pretende-se implementar uma cadeia produtiva capaz não apenas de suprir com farinha de alta qualidade e seus derivados, como goma de tapioca, as necessidades da nossa comunidade, mas também de produzir um volume substancial de produtos a serem comercializados localmente e em várias regiões do Brasil. A médio prazo, buscamos com a implementação da cadeia produtiva da mandioca dar um passo importante em direção à autossustentabilidade da nossa comunidade, ao passo que prevemos também o beneficiamento da economia local, dentro do PA São Gabriel e em outros projetos de assentamentos vizinhos. A construção da ‘Casa de Farinha’ já foi iniciada pela comunidade Fortaleza com recursos próprios, bem como com a ajuda de algumas doações feitas por amigos da comunidade.

Atualmente, a comunidade está fechada para visitantes devido o COVID-19. Apesar disso, nós colocaremos aqui as imagens atuais, para que vocês possam acompanhar o avanço do processo da construção.

O começo da construção…

A construção da ‘Casa da Farinha’ segue avançando…

“A ‘Casa de Farinha’ é o lugar onde se transforma a mandioca em farinha. O telheiro, ou abrigo, destinado ao preparo da farinha de mandioca, foi chamado de ‘Casa de Farinha’ em nossa fase pré-colonial. Nada mais era que um abrigo de sapê, às vezes com apenas um lado fechado, coberto de palha e chão de terra batida, onde se instalava um sistema de mecanismos para o processamento da mandioca. […] Nesses locais, além da produção de farinha de mandioca, desenvolviam-se diversas manifestações culturais, como as farinhadas – festas alegres com música, dança e, claro, muito beiju [e] a nossa querida tapioca. As farinhadas celebravam não apenas o resultado final de um dia de trabalho ou um ciclo produtivo, mas também os vínculos familiares na sua execução, já que a produção era feita de modo artesanal, com mão de obra familiar ou com a participação de membros da comunidade.” (Nathália Leme – Revista Bora – edição 14 – Nov/Dez 2015)

No presente, olhando para o futuro, a ‘Casa de Farinha’ da comunidade Fortaleza avança a todo vapor. Sua construção já passa da metade de seu cronograma e seu maquinário já se encontra na colônia. É o primeiro passo que damos em direção à implementação de atividades de subsistência baseadas no processamento de alimentos cultivados em nossa comunidade. Ainda precisamos adquirir duas máquinas: embaladeira e a de fazer goma de tapioca. Com a ajuda de todas e todos, vamos dar esse passo importante em nossa caminhada. Unidos somos fortes, mais fácil de seguir.

Mais informações: amifortprojects@gmail.com

A construção avança a todo vapor…

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